6 sinais de que seu filho é uma criança ansiosa

 288 Visitas  17 de março de 2021  Kids Brasil

A ansiedade infantil consiste em um dos transtornos psicológicos que mais acomete crianças no Brasil, ficando atrás apenas do transtorno de conduta e do transtorno de déficit de atenção.

Perfis tímidos, inseguros e com baixa autoestima são os que caracterizam as crianças ansiosas. O medo e a extrema preocupação com o futuro faz com que os pequenos estejam imersos em quadros de repetição de uma ansiedade que ultrapassa os limites emocionais considerados como normais.

A verdade é que as crianças estão em constante desenvolvimento infantil e sabemos que cada fase do processo de descobrimento do mundo pode ser precedida por muita curiosidade, mas também por muita angústia e ansiedade. Lembre-se você da primeira vez que andou de bicicleta ou da primeira vez que dormiu sozinha, quanta ansiedade não estava condensada no momento fatídico?

É certo que atividades que impulsionam a independência dos pequenos são o solo fértil para o aparecimento do sentimento de ansiedade, afinal, a criança acaba experienciando a separação dos pais como algo que se almeja, mas que traz certa preocupação, devido à alta responsabilidade que acumulam.

Nesse sentido, a ansiedade protetiva seria essencial até mesmo para a conservação da vida, além de ser inseparável do ser humano, considerando que a cada nova experiência a preocupação com o futuro e antecipação dos fatos pode ser chave propulsora de uma melhor deliberação e planejamento da ação.

Mas, quando a ansiedade deixaria de ser uma emoção comum para ser um transtorno psicológico, trazendo sofrimento e desconforto mental e físico às crianças? Quando se precisa ficar mais atenta aos sinais e buscar ajuda de um profissional qualificado? É isso que você fica sabendo no post de hoje.

Entendendo os sinais da ansiedade infantil

Como vimos, a ansiedade no geral faz parte da nossa capacidade e habilidade de lidar com as situações do dia a dia, e na vida infantil não poderia ser diferente.

Durante as etapas do desenvolvimento infantil, os pequenos são constantemente revisitados com o sentimento de ansiedade, seja na espera de um novo irmãozinho, na primeira vivência dentro de sala de aula, no primeiro dia do pedal em uma bicicleta sem rodinhas e assim por diante.

A experiência não nos deixa mentir. Conhecer, assimilar e se adaptar ao mundo requer uma série de “primeiras vezes” e, consequentemente, uma série de quadros de ansiedade. Mas a experiência também nos mostra que a preocupação com as atividades diárias é constantemente superada e ressignificada para dar espaço ao sentimento de satisfação pessoal.

Criança em primeiro plano com mão cobrindo o rosto indicando infelicidade e ao fundo mãe brincando com outra criança

No entanto, é comum que se perceba que, em algumas crianças, os quadros de ansiedade são mais repetitivos e intensos, alastrando-se por um tempo nada normal. Sendo assim, para que você consiga chegar à compreensão se a sua criança pode estar apresentando o transtorno de ansiedade se atente aos seguintes sinais:

Prejuízo na vida cotidiana e na independência da criança

Se a ansiedade da criança estiver atrapalhando a execução das atividades mais básicas do dia a dia, tem-se aí um forte indício de que o pequeno esteja apresentando o transtorno.

E quando dizemos mais básicas nos referimos àquelas atividades como ir à escola, dormir em seu próprio quarto e até mesmo brincar com os colegas. Aliás, é até possível notar em quadros de ansiedade a dificuldade da criança em manter relações interpessoais.

Medos sem causas aparentes

É natural que as crianças apresentem medo daquilo que lhes é desconhecido, mas que geralmente têm consistência. Geralmente tudo que é novo e não familiar, embora seja muito ansiado e esperado, pode vir acompanhado de certo medo.

Por isso, é sempre importante observar a consistência e motivação dos medos dos pequenos. Observe ainda se há também uma frequência, pois se há casos de repetição, ou seja, os medos retornam frequentemente sem serem superados, pode haver aí indícios de um perfil ansioso.

Corpo físico expressa o desconforto emocional

O corpo físico é um reflexo de nossa mente. Por isso, a partir dele é possível prospectar alguns sinais do transtorno da ansiedade infantil, ou seja, é possível saber se o nível de ansiedade não está disfuncional de modo que o próprio corpo da criança está apresentando o desconforto emocional. Se esse for o caso, pode-se notar as seguintes características:

Preocupações com as situações do dia a dia

Como sabemos, a ansiedade consiste em uma preocupação excessiva com o futuro, nesse sentido, crianças com o transtorno de ansiedade, geralmente, colocam-se em um estado de preocupação exacerbada com aquilo que não necessariamente tem a possibilidade de acontecer.

Acompanhada dessa preocupação temos ainda uma autocobrança na vida como um todo. Perfis ansiosos se cobram nos afazeres de casa, da escola, nas relações interpessoais (quando tem), visto que possuem medo de falhar. A autocobrança vem seguida de um sofrimento antecipado e de uma sobrecarga psicológica.

Necessidade de aprovação constante e insegurança

Dada a autocobrança, crianças ansiosas ainda buscam por uma aprovação constante sobre o que fazem e uma insegurança sobre a qualidade de suas tarefas, o que resulta no famoso “e se não der certo?”, “e se eu não conseguir” e “e se eu falhar?”.

Dificilmente acham que são suficientes, portanto, a aprovação de terceiros serve como uma forma de mensurar o valor de seus esforços. Aliás, é notável nesses perfis a dificuldade de se permitirem a falhar.

Medo de estar sozinhas

Da insegurança em si mesmas emerge ainda o grande medo de estarem sozinhas, o que torna a separação dos pais algo muito sofrido. O resultado disso são birras e a recusa de saírem de perto dos pais, mesmo porque a ausência materna e paterna sugere maior independência da criança e, consequentemente, maior ação.

Criança em quarto sozinha cobrindo corpo com edredom em sinal de medo

Nesse sentido, a própria consciência de que algumas atividades dependem apenas de si mesma pode trazer o medo de falhar e o excesso de preocupação com o futuro.

Após observar os sinais, como agir?

Após observar a criança em atividade no dia a dia e constatar alguns desses sinais de forma intensa e repetitiva na vida de seu filho, buscar um especialista é a melhor opção. Assim, o profissional fará um estudo de caso para constatar o melhor tratamento, seja esse por meio de ansiolíticos, terapia ou os dois.

Mãe e filha em sala de consultório em frente especialista

O essencial é que a criança seja retirada dos quadros e ambientes ansiogênicos. Afinal, pais ansiosos geram filhos ansiosos, autocríticos e inseguros. Cuidar do transtorno de ansiedade infantil é uma forma de minar as chances de uma possível depressão infantil, logo, toda ajuda é bem-vinda.

Chegamos ao fim de mais um post, se gostaram do texto não deixe de compartilhar com as amigas, assim criamos uma rede do bem, levando conteúdos úteis para um maior número de pessoas, afinal, com ansiedade infantil não se brinca.

E para mais posts como esse, confira as nossas publicações semanas aqui no blog Kids Brasil. Toda semana exploramos o universo infantil trazendo muitas dicas funcionais e saudáveis para te ajudar a entender um pouco mais sobre os pequenos.

Até mais!





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