Depressão infantil: sintomas e causas 

 2.827 Visitas  25 de novembro de 2020  Kids Brasil
Menino sentado com a mão no rosto

Você tem notado que o seu filho está sem vontade de realizar as tarefas diárias, tem chorado em demasia sem uma causa aparente e apresenta uma tristeza constante? Cuidado, pode ser que ele esteja com depressão infantil.

Segundo estatísticas, a incidência da depressão infantil varia entre 0,2% a 7,5%, afetando crianças abaixo de 14 anos. Entendida como um transtorno psicológico, pode acarretar nas crianças uma baixa autoestima, juntamente com a falta de confiança de si.

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre este transtorno, a Kids Brasil trouxe no post de hoje os principais sintomas. Conheça também as atitudes eficazes para auxiliar nos quadros de depressão infantil. Vem com a gente!

Afinal, o que é depressão infantil?

A depressão infantil consiste em uma mudança de humor caracterizada pela tristeza e incapacidade de sentir prazer, podendo ser associada a distúrbios do sono. Em crianças com depressão, percebemos traços de irritabilidade e apatia para fazer as atividades mais habituais, o que pode levá-las ainda a quadros de antissociabilidade e até mesmo ao suicídio.

A depressão infantil é muito difícil de diagnosticar, dada a dificuldade da criança em se comunicar e nomear os seus sentimentos. Sendo assim, é muito importante que os pais estejam atentos a alguns sinais que podem aparecer como indícios de depressão.

Menino triste

Leia os sinais

A dificuldade de uma criança de se comunicar e expressar os seus sentimentos pode estar atrelada ao momento do desenvolvimento da fala e, ainda, à falta de educação emocional, logo na tenra idade.

Constantemente, aprendemos que falar sobre as nossas emoções é um sinal de vulnerabilidade, o que nos deixa um pouco fechados e inclinados a não comunicar os nossos sentimentos. No entanto, uma outra forma de perceber se uma criança tem depressão é lendo o não dito, pois o silêncio também grita e merece atenção!

Confira os sintomas da depressão infantil:

Entenda as causas

Além dos sintomas, entender as causas da depressão infantil também é muito importante, e muitas são as causas capazes de ocasionar a depressão. Elas podem envolver processos internos e externos dos quais a criança não consegue se proteger, se é que para ela essas causas são compreensíveis. Vejamos as principais:

Luto

A perda de um ente querido muito próximo, principalmente um pai e uma mãe, ou ainda de uma animal de estimação de grande apreço sentimental pode desencadear a depressão infantil.

Mudanças abruptas

Novas rotinas como uma mudança de escola ou até mesmo de residência podem ser difíceis de processar e (por que não?) superar, causando muita tristeza na vida da criança.

Bullying

A violência verbal ou física sofrida pode gerar quadros de depressão na criança, bem como sequelas irreparáveis. Portanto, é importante se atentar aos comportamentos dos pequenos e dos adolescentes após perceber uma interação interpessoal.

Violência sexual

Quando sofrem violência sexual – que frequentemete é seguida de ameças e culpabilização da vítima – é comum que as crianças caiam em depressão diante da angústia que carregam.

Como você pode ajudar?

No artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente consta que é dever da família, do Estado e de toda sociedade assegurar os direitos mais básicos e elementares às crianças, dentre eles o direito à vida e à saúde.

Nesse sentido, garantir a saúde mental infantil é uma tarefa de todos nós, portanto, desprender de medidas e ações para tratar os quadros depressivos, bem como as suas causas, é essencial.

Mas, é certo que nem sempre sabemos o que está ao nosso alcance, principalmente quando se trata de enfermidades mentais de difícil diagnóstico. Sendo assim, separamos algumas ações factíveis para que você possa se guiar. Vejamos a seguir:

Criança triste sentada no chão observando o ambiente

Busque ajuda de um profissional da saúde

A primeira ação base que pode ser feita após se ler os sinais de depressão em uma criança é a busca por um profissional da saúde, no caso um psicólogo ou psiquiatra, que possa diagnosticar o transtorno a partir das análises corretas.

Em terapia, o profissional desprenderá de uma infinidade de técnicas respaldadas em um cânone médico. Assim, a família e o terapeta poderão tomar as medidas mais assertivas de tratamento.

Posteriormente, tem-se a disposição de um conjunto de atividades e, dependendo da idade, uma rotina de consultas mais dialógicas para melhor entender as causas do transtorno.

Educação emocional

Quando pequenos, somos estimulados a não expressar as nossas emoções, uma vez que as mesmas são consideradas para muitos um sinal de fraqueza e vulnerabilidade. Quando adultos, espelhamos muitas vezes este lugar comum em nossos filhos, o que é extremamente prejudicial para a sua evolução enquanto cidadão e indivíduo.

Com a repressão da comunicação emocional, não se cria apenas masculinidades frágeis e se corrobora para a construção de uma passividade feminina, mas também se constrói indivíduos incapazes de comunicarem – seja verbalmente ou gestualmente – as suas emoções e sentimentos.

Portanto, é preciso desde cedo estimular as crianças a expressarem as suas emoções de forma orgânica, e isso só é possível quando estamos abertos ao diálogo.

Se uma criança se sente emocionalmente confortável para falar de si, certamente saberá nomear os seus sentimentos e externalizá-los, fazendo-se entender. Assim, você não precisará ler os sinais, mas ouvi-los. Leve os sentimentos da criança a sério e não faça julgamentos.

Cultive relações saudáveis

A única forma das crianças e adolescentes conseguirem comunicar as suas emoções é através de relações interpessoais nas quais elas se sintam seguras e confortáveis. Então, seja o melhor amigo de seu filho e de sua filha, mantenha-se sempre disposto a ouvi-los, independente da situação.

Em casos de bullying, por exemplo, é muito comum que a criança sinta vergonha e medo de relatar aos pais e aos professores, principalmente se os laços afetivos forem incipientes. Portanto, mantenha-se aberto a escutá-los, seja você pai, mãe, tio, avó e até mesmo um professor.

Aliás, se você é professor e está percebendo que o seu aluno, antes ativo, agora não tem ânimo para fazer as atividades, apresenta alguns sinais de irritabilidade e de apatia pelos colegas, fique atento! Estes podem ser indícios de depressão.

No mais, lembre-se de que você é a figura de autoridade imediata dentro de sala de aula e, em casos de bullying, é mais que necessária a sua intervenção.

Agora que você conhece os principais sintomas e causas da depressão infantil, pode enfim auxiliar melhor as crianças que sofrem deste transtorno com mais eficácia.

Menino escondido em baixo de mesa

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Até logo!





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