O atraso no desenvolvimento da fala é um problema? Entenda!

 424 Visitas  9 de dezembro de 2020  Kids Brasil
desenvolvimento da fala

A linguagem é um dos maiores indicadores de crescimento de uma criança, no entanto, nem todas elas passam pelo processo de aprendizagem da mesma forma. Em muitos casos, o atraso no desenvolvimento da fala pode não indicar problema algum, mas em outros casos esse pode ser um sinal de alerta. A participação da família é fundamental nesse processo. Criamos um guia completo que vai te mostrar todas as etapas da fala, quando se preocupar com o atraso e como a linguagem se desenvolve no universo infantil! Vem com a gente!

O que é a linguagem?

A linguagem é a capacidade de criar conceitos mentais de tudo o que é aprendido e o papel da família é fundamental para que a criança alcance essa conquista logo na primeira infância. O primeiro ano de vida de uma criança é repleto de expectativas, é nele que o bebê começa a engatinhar, andar e pronunciar as suas primeiras palavrinhas.

Apesar de existirem alguns parâmetros do que é recomendado para cada idade, não podemos deixar de evidenciar que cada criança possui uma personalidade e está inserida em uma realidade diferente. Isso quer dizer que nem sempre as crianças vão se comportar da mesma maneira.

Até quando é esperado que a criança pronuncie a sua primeira palavra? Até quando pode se dizer que é normal a criança falar errado? Quando os pais devem se preocupar com o atraso na fala? Nós separamos um conteúdo especial para você entender tudo sobre o assunto!

Como a fala se desenvolve?

A linguagem representa uma conexão entre os sons e os sentidos, ao longo dos primeiros dezoito meses de um bebê, o que corresponde a um ano e meio, a língua materna faz com que a criança tenha algumas percepções: o modelo da estrutura fonética escutada com frequência, a existência das palavras em si e o modo da linguagem cultural são alguns meios de desenvolvimento.

desenvolvimento da fala

Bebês são seres exploradores, por meio de toda exposição à experiência e escuta, eles criam mecanismos para se desenvolverem e conseguirem conectar os sons aos sentido e então, pronunciar as primeiras palavras. Crianças que recebem muito estímulo em casa pode apresentar uma propensão maior a fala, mas isso não é uma regra!

Experimente apresentar uma bola para uma criança durante alguns dias, ele logo estará tentando repetir a mesma pronúncia ou, ainda, ao ver uma imagem do objeto ele poderá identificar o que aquilo representa, pois já começou a fazer sentido. É lindo acompanhar o crescimento dos pequenos

Existe uma “idade” da fala?

Alguns parâmetros de idade ideal para a linguagem surgir são estudados por fonoaudiólogos e traçados como métrica, isso não quer dizer que existe um problema caso a criança demore um pouco mais para progredir.

Por volta dos primeiros 3 meses de idade a criança emite alguns pequenos sons, “dá-dá” ou “má-má”, dentre outras palavras balbuciadas, lá pelos 9 meses começam a surgir as primeiras conexões, sons que se assemelham as palavras “mamãe” e “papai” começam a ser muito mais audíveis.

É esperado que no primeiro ano de idade a criança possua ao menos quatro palavras, aos 2 anos de idade os bebês podem formar frases e lá pelos 3 anos de vida o vocabulário infantil aumenta e atinge até 200 palavras.

No entanto, os bebês são altamente empíricos, ou seja, reagem muito a experiências, em um ambiente mais solitário onde a fala não é bem estimulada, esse desenvolvimento não acontecerá dentro dos parâmetros apresentados. Portanto, podemos concluir dizendo que não existe uma idade ideal para a fala, o que existe são indicativos que servem como molde para observar se o desenvolvimento está ou não acontecendo como deveria.

Guia para os papais: as etapas do desenvolvimento da fala

Como dito acima, cada criança possui uma particularidade, no entanto, existem algumas etapas que são inerentes a todo bebê. Com esse passeio por cada uma delas você poderá identificar em qual fase o seu filho ou filha está, acompanhe!

desenvolvimento da fala

1º ao 3º mês de vida

Sons, pequenos gritos e olhares comandam a expressão de vontades e sentimentos nos primeiros meses da vida de um bebê. Nesses primeiros mesinhos, o choro é bastante utilizado pela criança para evidenciar fome, sono ou cólica.

Porém, a medida que o bebê vai se desenvolvendo, algumas expressões faciais e a entonação da voz são estímulos para a criança compreender o que está havendo. Expressões de susto e risadas são forte indicativos de que a criança está compreendendo o ambiente.

4º ao 6º mês de vida

Quando o bebê está no seu quarto mês é possível observar constantes gestos com a boca e com as mãos, é como se a criança estivesse se preparando para emitir os primeiros sonzinhos.

7º mês ao 12º mês de vida

A partir do sétimo mês de vida o bebê começa a emitir consoantes, “m”, “b”, “p”, “angu”, “má-má” “dá-dá, “gu-gu”, são algumas expressões que para nós não fazem sentido, para as crianças nesse estágio, essas sílabas desconexas são forte indicativos de desenvolvimento na fala.

Nessa idade é comum os bebês responderem a expressões básicas como: o chamado pelo próprio nome, expressões como “tchau”, “bom dia”, “vem” e outras falas de ação.

1 a 2 anos de vida

Do primeiro ano em diante acontece um grande salto de desenvolvimento, é quando surge as primeiras palavras formadas, “mamãe” e “papai” não são pronunciadas pelo acaso. Por ouvirem com frequência, essa acaba sendo uma das primeiras palavras ditas pelos bebês, a partir daí, muitas outras palavras são aprendidas e pronunciadas.

A fase esponja começa a acontecer neste momento. Tudo o que a criança ouve passa a ser um vocabulário de expansão. O importante aqui não é a exatidão da pronúncia, pois as consoantes ainda são muito difíceis, a quantidade de palavras é que conta!

2 a 3 anos de vida

Por volta de dois a três anos de vida cerca de 200 a 300 palavras fazem parte do vocabulário infantil, as frases ainda não são formadas com exatidão porém os bebês já conseguem dar sentido à um pedido, um chamado e até mesmo contar algumas histórias.

3 a 4 anos de vida

“Em cima”, “com”, “atrás”, plural, frases completas, histórias detalhadas são os novos meios de comunicação que fazem parte do do catálogo de falas das crianças que possuem entre três a quatro anos de idade. Por vezes elas podem trocar algumas letras, mas sua fala é facilmente entendida pelos adultos.

4 a 5 anos de vida

A partir dos quatro anos o desenvolvimento da fala está tão avançado que a criança consegue facilmente expressar uma ideia, uma vontade, uma história. Ainda nessa idade, as crianças gostam de ampliar cada vez mais o seu vocabulário, aprendendo palavras novas por meio da curiosidade e observação.

Dos cinco anos em diante é o início da alfabetização, a tendência é que as crianças evoluam cada vez mais para uma maturidade na comunicação.

Quando se preocupar com o atraso na fala

O atraso no desenvolvimento da fala é motivo de preocupação quando a família identifica uma discrepância muito grande em relação às outras crianças da mesma idade. Embora cada criança possua uma personalidade, seja ela mais extrovertida ou introspectiva, se essa diferença for muito perceptível é o momento de ligar o alerta.

Em outros casos a diferença é apenas diminuta e própria das particularidades, experiência e cultura de cada bebê! Ainda que os pais não tenham a consciência do que de fato está ocorrendo, normalmente, é perceptível que algo está fora do lugar.

Mãe e criança sentados no chão, e mãe dando orientações para seu filho

As consultas regulares com o pediatra também são ótimas oportunidades para identificar se o desenvolvimento da fala está indo bem. Em alguns casos a criança pode até regredir, deixar de fazer algo que antes fazia, em situações como essa é preciso procurar por profissionais especializados o quanto antes.

Lembrando sempre que o estímulo da fala deve acompanhar o crescimento do bebê, sendo assim, algumas ações da família contam muito para um desenvolvimento saudável.

Conversar com os pequenos pronunciando as palavras corretamente, explicar os nomes e sentidos dos objetos, brincar contando histórias, estimular a escuta de músicas, nomear objetos, ações e comandos para as crianças, ouvir com atenção o que a criança tem a dizer, entregar livros para que elas façam associações, tais medidas são simples de executar no dia a dia e agregam com imparidade o desenvolvimento da fala.

Caso identifique realmente um atraso no desenvolvimento da fala, procure um profissional, somente um especialista poderá dizer qual a causa e quais medidas devem ser tomadas. Por vezes algumas ações acabam sendo mais simples e outras exigem uma adaptação de toda a família. Converse bastante com o seu bebê e crie momentos que propiciam o desenvolvimento, muitas vezes o que as crianças precisam é de estímulos adequados!

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