Conheça os principais mitos da introdução alimentar

 974 Visitas  7 de fevereiro de 2020  Edgar Faria
Introdução alimentar

Quando o bebê completa seis meses de idade, começa uma nova fase no desenvolvimento: a introdução alimentar. Trata-se do fim do período de amamentação exclusiva e o início da inserção de alimentos sólidos na rotina do pequeno.

Por ser uma tão importante, os pais se enchem de conhecimentos sobre alimentação infantil e, infelizmente, algumas coisas são mitos. Mesmo que pareçam inofensivos, algumas dessas informações erradas podem gerar danos graves na saúde do bebê e o modo como ele irá lidar com a comida no futuro.

Por isso, reunimos os principais mitos que envolvem a introdução alimentar para você não cair neles. Confira: 

O leite materno não é fraco

Como já mencionado, a introdução alimentar começa aos seis meses. Entretanto, há o mito de que o leite materno se torna fraco depois de algum tempo e, com isso, há a necessidade de começar a alimentação com outros ingredientes.

Isso não é verdade porque o leite da mãe é capaz de fornecer todos os nutrientes que o bebê precisa para se desenvolver. A Organização Mundial da Saúde (OMS)  entidades de pediatria recomendam que a amamentação seja exclusiva até os seis meses. Depois disso, o leite continua importante, mas deve ser complementado com os outros alimentos. 

Assim, bebês menores não possuem sistema digestivo e motor maduros suficientes para lidar com alimentos sólidos.Dessa forma, há alguns riscos, como maiores chances de desenvolver alergias, engasgos e obesidade. 

As crianças que são alimentadas por fórmula também devem ter a introdução alimentar apenas aos seis meses. O motivo está no fato de que esses produtos também oferecem as substâncias necessárias aos bebês até essa idade. 

Começar a introdução alimentar apenas com frutas

Antigamente, havia a ideia de que a introdução alimentar deveria ser começada apenas com frutas. Não é completamente errado fazer isso, mas legumes, verduras, carnes e grãos devem fazer parte do cardápio dos pequenos desde o início.

Com isso, o bebê receberá mais substâncias boas do que teria apenas com as frutas. Outro fator que mostra essa importância está nos resultados de pesquisas que mostram que a capacidade de absorção do ferro no organismo dos bebês diminui aos seis meses. Portanto, há a necessidade dessa “dose extra” de nutrientes aos bebês. 

Introdução alimentar com frutas
A melhor opção é oferecer frutas in natura para os bebês

Suco de frutas é sempre uma boa opção

Também é tradicional oferecer aos bebês sucos de frutas com a intenção de que serão alternativas saudáveis à água. Todavia, o excesso dessas bebidas irá oferecer tantos benefícios assim. 

A razão disso está no fato de que, quando processadas, as frutas perdem suas fibras. Essas substâncias são conhecidas por ajudar no funcionamento do intestino, mas também auxiliam na manutenção dos bons níveis de açúcar no sangue.

Dessa maneira, bebês que consumam muitos sucos podem sobrecarregar seus pâncreas, órgão responsável por controlar a glicose na corrente sanguínea.

Portanto, o ideal é fornecer frutas in natura. Apesar delas possuírem o açúcar natural, ele não oferecerá tantos problemas quando associados aos outros nutrientes do alimento.

Aprendizado na introdução alimentar
É importante deixar a criança tocar na comida para aprender suas texturas e cores

Hora de comer é uma hora séria

Sim, é verdade de que na hora das refeições o foco deve estar na comida, sem brinquedos, desenhos e outras distrações.

No entanto, o bebê pode brincar com a comida! Ao tocar nos ingredientes ele aprenderá as cores, texturas e gostos de cada alimento. 

Lembre-se de que os primeiros meses de introdução alimentar são dedicados ao aprendizado da criança com os novos alimentos e menos em realmente comer.

O bebê precisa comer tudo o que está no prato

Como mencionado no tópico anterior, aos seis meses o bebê começa a conhecer todo um mundo novo, o dos alimentos. Então, é comum a criança comer pouco e brincar muito. É por conta disso que é necessário continuar com a amamentação.

Além disso, os estômagos dos bebês ainda são pequenos e eles não irão ingerir uma quantidade grande de comida.

Portanto, é importante entender que a criança não precisa raspar o prato. Forçar que ela coma mais do que quer só irá criar um momento ruim durante a refeição e fazer com que ela associe a comida a coisas ruins. 

Contudo, caso você perceba que seu bebê não está recebendo todos os nutrientes necessário para se desenvolver, procure o pediatra. O especialista irá analisar melhor a situação e também poderá tirar todas as suas dúvidas. 






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