O que é naninha? Desvendando a introdução dos objetos de transição

 1.213 Visitas  10 de fevereiro de 2021  Kids Brasil
Bebe dormindo deitado em cama coberto com mantinha

Freud uma vez disse que a mãe é o primeiro objeto de afeto que a criança possui assim que nasce e que a perda do elo materno acaba por provocar uma espécie de luto na infância. Talvez seja por isso que as crianças necessitem tanto de um objeto de transição.

Objetos de transição são aqueles artigos em que as crianças se apegam de forma emocional em uma tentativa de suprimir a ausência da mãe. Assim, para reduzir e amenizar a dor da ausência materna, a criança faz do objeto o seu consolo.

Sendo assim, o objeto de transição tem como principal papel trazer tranquilidade à criança nos momentos em que a mamãe não pode estar presente. Geralmente esses objetos são utilizados em momentos de maior vulnerabilidade infantil, quando os pequenos estão angustiados, inseguros, mas, sobretudo com sono.

Dentre os objetos de transição temos as pelúcias, almofadas, fraldinhas e lençóis, popularmente conhecidos como naninhas. Seja qual for, o importante é que a criança possua um grau de identificação com o objeto em momentos em que não há a disponibilidade do colo materno.

Afinal, qual a importância dos objetos transicionais?

Até os 3 anos de idade, o bebê se entende como uma parte constituinte de sua própria mãe e não como um indivíduo, afinal, foram aproximadamente 9 meses dentro do ventre materno e, quando vem ao mundo, grande parte de seus anos iniciais são vividos em presença contínua com a sua mamãe.

Bebê fotografado de cima, olhando fixamente para a câmera enrolado em uma manta roxa clara

Para entendermos como o bebê se integra à mãe como um ser único, não precisamos ir longe, é só lembrarmos do processo de amamentação e também dos momentos de sono, nos quais a criança é levada ao estado de sonolência pelo afago materno.

Dos 3 meses ao 1 ano de vida, o pequeno começa a se ver como um ser isolado e independente de sua mãe, mas essa percepção pode gerar inseguranças e desconfortos.

É por isso que a naninha é crucial para o desenvolvimento infantil, pois ao se fazer um objeto transicional, estimula a compreensão da criança de que, naqueles momentos em que a figura materna não estiver presente, ela ainda continua existindo no mundo, sem que precise se sentir insegura.

A naninha, então, passa um acalento para o bebê na ausência da mãe, sobretudo na hora de dormir em que se quer trazer maior independência ao pequeno, delimitando espaços e suas próprias particularidades.

A escolha da naninha ideal

A escolha da naninha pode ser feita pelos pais em caso de bebês pequenos, mas a recepção depende unicamente e exclusivamente da criança. É o objeto que transpassar maior confiabilidade e segurança à criança, aquele com que ela consolidará um laço emocional forte.

Banner com tipos de naninhas de diferentes estampas e tamanhos

Confira alguns exemplos de naninhas para oferecer ao pequeno:

Momento de introdução da naninha na vida do bebê

Uma das dúvidas que pode ser colocada quanto aos objetos de transição é quando introduzi-los na vida dos pequenos. Em termos práticos, o melhor momento de introdução da naninha é a partir dos três meses, momento em que o bebê começa a ganhar independência e percepção de mundo.

Com 7 a 8 meses, o bebê começa a criar uma percepção mais clara da separação e se sente mais angustiado com a perda da presença da mãe. Aqui, podemos notar que, sempre que a mãe se ausenta e rompe os elos iniciais da maternidade, o pequeno apresenta crises de choro e estresse, o que faz da naninha necessária para o consolo da criança.

O essencial é respeitar o tempo de assimilação da criança do objeto transicional. Dê tempo ao tempo, o processo de recepção da criança do objeto não é tão rápido como pensamos, afinal, é preciso que o pequeno crie um laço emocional que substitua ao menos em parte o laço perdido. Logo, sugerimos que se espere cerca de 30 dias para a adaptação do bebê à naninha.

Como incluir a naninha no sono dos pequenos

Quando o bebê está nos primeiros meses de vida, a escolha do objeto de transição deve ser feita pela mãe, afinal, a criança não possui muito conhecimento sobre o mundo para fazer uma deliberação.

Bebe deitado em cama e mãe segurando sua mão olhando para ele

O interessante é que, antes da inclusão do objeto na vida infantil, a mãe durma nos três primeiros dias com a naninha próxima ao seu peito para que o objeto adquira o seu cheiro característico, principalmente daquelas que amamentam a criança no seio. Assim, o objeto se tornará mais familiar à criança e de fácil aceitação.

Logo após, todos os dias, durante o processo do sono, é só introduzir a naninha próxima a criança. Só vale o alerta de que, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, quando colocamos o bebê no berço, é essencial que o móvel esteja vazio, livre de cobertores e objetos próximos que possam atrapalhar na segurança do bebê.

Sendo assim, mamães que querem introduzir a naninha durante o sono de seus bebês podem fazê-lo desde que observem o sono da criança até a entrada do sono profundo. Logo após, é preciso retirar a naninha do berço para assegurar a saúde da criança.

Agora, existem casos em que o pequeno já possui um objeto de transição de uso não só noturno, mas diário. Aqui, precisamos fazer um adendo, essa naninha não leva o bebê a associar somente o objeto ao sono, mas também aos momento lúdicos, de modo que, ao levar o objeto de transição para cama, é comum que a criança entenda que pode brincar com ele assim como o faz durante o dia.

Sendo assim, talvez seja interessante que o objeto transicional fique restrito à hora do sono, pois será também um gatilho à criança de que está no momento de deixar o estado de vigília e entrar no estado de dormência.

Viu só como a naninha é um item fundamental na vida e no desenvolvimento infantil? Agora que você já sabe como introduzi-la, que tal começar a escolhê-la? Com um objeto transicional, o seu príncipe e/ou princesa se sentirá mais seguro e acalentado.

Se gostou do post, confira as nossas aventuras aqui no blog, desvendando e explorando o universo infantil e fique com a gente, semana que vem tem mais.

Até a próxima.





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