Qual o melhor tipo de chupeta para o bebê?

 20.195 Visitas  30 de setembro de 2020  Kids Brasil
Bebê no coloca da mãe com chupeta na boca

A necessidade de sucção é um ato instintivo nos bebês, independentemente de estarem com fome ou não. Sugar acalma e relaxa as crianças quando estão cansadas, aborrecidas ou inquietas, contribuindo para melhorar até a qualidade do sono. No entanto, como cada criança tem suas peculiaridades e preferências, os tipos de chupeta de bebê ideais variam de acordo com o caso.

Como existe uma grande variedade de modelos de chupetas no mercado, identificar a melhor opção nem sempre é uma tarefa fácil para as mães. Diversos fatores precisam ser considerados antes da compra, como idade do bebê, material da chupeta, fase de dentição e segurança, entre outros.

Quer saber como identificar o melhor tipo de chupeta para seu bebê e qual a idade certa para deixá-la de lado, evitando problemas para o desenvolvimento da criança? Continue a leitura de nosso post e confira todas as dicas para escolher o acessório!

Como escolher a chupeta ideal para o bebê?

O uso da chupeta é um tema bastante polêmico entre as mães. Embora algumas defendam o objeto, como forma de acalmar e proporcionar conforto à criança, outras acreditam que a chupeta pode prejudicar a dentição ou mesmo levar ao desmame prematuro.

Até mesmo no meio médico não há consenso sobre o tema. Enquanto alguns odontopediatras desaconselham o uso, outros profissionais da área médica não enxergam problemas, recomendando que as mães ofereçam aos seus bebês para minimizar os períodos de estresse da criança.

Bebê dormindo em cima de uma cama com chupeta na boca

Mas, uma coisa é certa, já se sabe que as chupetas provocam menores alterações na dentição quando equiparadas a sucção do polegar.

Isto se deve ao fato de que o hábito de chupar chupeta é deixado mais cedo do que o hábito de chupar o dedo. Você provavelmente já deve ter visto alguma pessoa que ainda em fase adulta mantém esse hábito, não é mesmo?! Além disso, a posição em que a chupeta é disposta na boca da criança não afeta o crescimento dos molares, enquanto a sucção do dedo sim.

Dito isso, para que o uso da chupeta seja seguro e não comprometa o desenvolvimento oral ou odontológico da criança, é importante investir no tipo de chupeta adequado para cada bebê.

Questões como idade da criança, material da chupeta e segurança são fundamentais. Seja qual for a escolha, é preciso observar se os materiais são resistentes, atóxicos e hipoalergênicos. Além disso, o recomendado é optar por modelos que se adaptem ao palato (céu da boca) da criança e exijam a menor abertura possível dos lábios.

Confira a seguir as principais recomendações para acertar na escolha da chupeta.

Compre um tipo de chupeta adequada à idade da criança

Embora essa possa parecer uma dica óbvia, a verdade é que muitos pais não se atentam ao tamanho da chupeta no momento da compra. Por isso, nunca deixe de verificar, na própria embalagem, para qual faixa etária ela é indicada e se é compatível com o tempo de vida do seu bebê.

Mãe cuidando do bebê deitado na cadeirinha com chupeta na boca

A chupeta precisa ser feita de material elástico, imitando o mamilo da mulher. Além disso, o item deve permitir que a língua realize o movimento de sucção e não faça esforço para se elevar contra o palato. A chupeta tem, ainda, que ser macia e adaptável à anatomia da boca.

Preste atenção ao material e a forma da chupeta

Os materiais mais comuns são o látex (borracha) e o silicone, e cada um deles contém especificidades que imprimem algumas qualidades interessantes nas chupetas. Vejamos:  

Látex

As chupetas de látex são elásticas e apresentam o bico amarelado. Com o tempo, o material pode inchar e absorver odores, sendo necessária a substituição. Por serem mais macias, as chupetas de borracha são as preferidas de alguns bebês.

Silicone 

As chupetas com bico de silicone são resistentes, duram um período de tempo maior e são menos porosas, o que significa que não absorvem cheiros ou sabores com facilidade, facilitando a higienização. Por isso, é melhor dar preferência a elas.

No entanto, por ser resistente, o silicone acaba deixando o bico da chupeta um pouco mais duro, o que faz com que alguns bebês não se adaptem tão bem a esse material. Além disso, o silicone pode rasgar — principalmente quando surgem os primeiros dentinhos —, o que exige a substituição imediata, uma vez que sendo um material cortante podendo causar riscos ao bebê.

Mais um ponto extremamente importante a ser observado é a indicação de que a chupeta é “BPA free”, ou seja, livre do Bisfenol A. Essa substância, embora seja utilizada na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico presente em produtos como mamadeiras, potes e copos, pode ser tóxica para o organismo, quando exposta a altas temperaturas. Na verdade, o Bisfenol A só é liberado quando aquecido, razão pela qual não deve ser utilizado nas chupetas.

O consumo do Bisfenol A está relacionado ao surgimento de muitas doenças, especialmente as do sistema endócrino. Portanto, seja qual for o tipo de chupeta escolhido, tenha em mente que ela deve ser BPA free.

Forma da tetina

Quanto à forma podemos encontrar três espécies de tetina, as quais conhecemos por bicos, a saber: 

Tetina cereja

Possui a forma esférica, sendo a mais tradicional, mas não a mais recomendada.

Orto-tetina

Por ser ergonômica imita o mamilo facilitando a sucção, além de propiciar a colocação correta da língua. Esse tipo de bico foi desenvolvido para não interferir no encaixe entre a mandíbula superior e a inferior enquanto a chupeta é sugada.

Tetina super ortodôntica

Já há no mercado algumas marcas como a MAM que produzem a parte da tetita que apoiará a mordida da criança bem mais fina do que as tetinas ortodônticas convencionais, o que pode corroborar no fechamento da mordida dos bebês. Além disso, esse tipo de chupeta pode ser utilizado de qualquer lado sem trazer malefícios à arcada dentária da criança.

Tetina fisiológica

São planas e bastante simétricas, sendo ótimas para a simulação da experiência do bebê de sucção do mamilo materno.

É válido dizer que como cada bebê tem um tipo particular de preferência, a melhor forma de descobrir o bico que mais agrada seu filho é testando. Por isso, a dica é oferecer primeiro o modelo ortodôntico. Se a criança não conhecer outro tipo de bico, provavelmente não vai recusar esse modelo!

Atente-se para o escudo

Normalmente, ao escolher uma chupeta, nossa atenção principal é o formato e material utilizado no bico. Mas é preciso considerar também o escudo, ou seja, aquela parte que fica fora da boca do bebê.

Bebê dormindo com ursinho na mão e chupeta na boca

O ideal é que ele seja côncavo — mais fino próximo ao bico e largo nos cantos. Dessa forma, ele se encaixará melhor nas bochechas e ficará confortável.

Quais outros elementos a considerar antes da compra?

Como garantir a higienização adequada da chupeta?

Embora a chupeta precise ser substituída periodicamente (em média, a cada dois meses), durante o tempo de uso a higienização correta é essencial para evitar contaminações. Afinal, o sistema imunológico do bebê ainda está em formação.

A melhor maneira de garantir a higienização é por meio da esterilização diária. Para isso, a chupeta deve ser fervida todos os dias, por pelo menos 20 minutos, no primeiro ano de vida da criança. Depois de esterilizada, ela deve ser seca e armazenada em um reservatório fechado.

O mesmo procedimento é recomendado antes do primeiro uso, quando a chupeta é nova, ou após a criança adoecer, mesmo que ela já seja maior.

Mas e quando você não está em casa e a chupeta da criança cai no chão? O mais indicado, nessa situação, é ter uma chupeta reserva para oferecer ou distrair seu filho com uma brincadeira ou outra atividade. No entanto, se a criança insistir, procure lavá-la com água quente e sabão neutro antes de oferecer.

Nunca coloque o objeto em sua boca ou limpe somente com uma toalha, mesmo que a criança já seja maior. Esse procedimento pode fazer com que ela fique exposta a germes e bactérias, com risco de desenvolver doenças.

Quando a criança é maior e já anda, é comum que a chupeta caia no chão várias vezes. Nesse caso, o uso de prendedores é uma solução para evitar o risco de exposição a contaminações. Entretanto, oriente a criança para não puxar a chupeta pela argola enquanto suga, evitando possíveis problemas de dentição.

Além de fazer regularmente a limpeza das chupetas de seu filho, verifique sempre se existem sinais aparentes de desgaste, como descoloração, perfurações causadas por mordidas e pontos frágeis na junção do bico com o escudo. Caso constate alguma irregularidade, é hora jogar a chupeta fora.

Qual a idade certa para deixar a chupeta de lado?

Em função das questões relacionadas ao desmame precoce, desenvolvimento da fala ou dentição, o uso da chupeta deve ser feito com sabedoria. Embora ela contribua para acalmar as crianças, não pode se tornar indispensável na vida do bebê.

Dessa forma, o processo de retirada da chupeta é facilitado tanto para os pais quanto para a criança. Mas é importante respeitar a necessidade da criança. O papel dos pais, nesse momento, é incentivar a autonomia. Eles também podem oferecer outros objetos ou mesmo colo e carinho extra nos momentos de estresse.

A recomendação é de que, a partir de 2 anos, as crianças não usem mais o acessório. A razão disso é que, a partir dessa idade, continuar utilizando a chupeta pode interferir no posicionamento dos dentes. Além disso, pode prejudicar a deglutição e a fala.

Como você percebeu, os tipos de chupetas ideais são aqueles que respeitam as características individuais do seu bebê. Eles devem ser usados como um conforto temporário — e não para substituir o seio materno ou o contato com a família. Assim, procure sempre a opção que ofereça maior segurança. Mas não se esqueça que apenas a criança pode decidir se gosta ou não do acessório.

Prontinho! Agora ficou fácil escolher a chupeta ideal para o seu bebê, não é mesmo?! Não deixe de nos contar nos comentários se você gostou das nossas dicas de hoje. Para mais conteúdos como esse, acompanhe as nossas publicações semanais no blog, por aqui o que não falta são conteúdos úteis e dicas poderosas para te auxiliar a compreender um pouquinho mais sobre a vastidão do universo infantil.

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